Quem faz
Antes de virarem personagens, eles já faziam parte da nossa história.
Eu sou o Lucas. Sou médico, cirurgião e, recentemente, ganhei um novo papel que mudou bastante a maneira como olho para o mundo: virei pai da Maria.
O Era Uma Escolha nasceu poucos dias depois da chegada dela, em um daqueles momentos absolutamente comuns que, de repente, se tornam inesquecíveis.
Eu estava trocando a roupinha da Maria. Ao lado dela, encostados no trocador, estavam dois bichinhos que ela tinha acabado de ganhar: uma girafa e uma raposinha.
Maria ficou olhando para eles.
E eu fiquei olhando para ela.
Foi ali que me veio uma vontade: guardar um pouco daquela fase para o futuro.

A cena que deu origem a tudo
Aqueles dois bichinhos já fariam parte da primeira infância da Maria.
E eu comecei a imaginar como seria transformá-los em personagens, histórias e aventuras que pudessem continuar existindo muito depois que ela crescesse.
Foi assim que uma girafa e uma raposinha começaram a ganhar vida fora daquele quarto.

Da vida para as histórias
Alguns personagens nasceram de coisas muito reais.


Gifa
A girafa da Maria. Até o lenço de bolinhas veio junto.


Rosa
A naninha de raposa virou a mais curiosa do bosque.


Lineu
Esse não foi presente: é o nosso cachorro, de colete e tudo.
Então a ideia ficou um pouco maior.
Ao mesmo tempo, eu já observava algo muito presente na infância de hoje.
Tenho três sobrinhos e vejo de perto o quanto celular, tablet e vídeos conseguem ocupar a atenção das crianças. Eu e minha esposa frequentemente conversávamos sobre isso.
E comecei a pensar que talvez a pergunta não precisasse ser apenas:
“Como tirar as crianças das telas?”
Talvez também pudesse ser:
“E se fizéssemos algo diferente dentro delas?”
Uma experiência em que a criança não ficasse apenas assistindo. Em que pudesse ouvir, ler, imaginar, escolher, conversar com quem está ao lado, e perceber que suas decisões mudam o que acontece.
Foi quando as duas ideias se encontraram.
O que é o Era Uma Escolha para mim
Eu não queria criar algo para a criança apenas assistir.
Queria criar algo que adulto e criança pudessem viver juntos.
É daí que nasce o Era Uma Escolha: histórias em que a criança participa da aventura, toma decisões e muda o rumo da narrativa.
Às vezes ela vai escolher junto com a mãe. Às vezes com o pai. Talvez com os avós. E, quando crescer um pouco, talvez leia sozinha e descubra outro caminho.
A tecnologia está ali.
Mas o que eu quero que fique é o momento vivido juntos.
Como eu crio
Hoje, o Era Uma Escolha é um projeto feito por mim.
Eu escrevo as histórias e conduzo a criação, a direção editorial e a direção artística. Ao longo desse processo, também uso ferramentas de inteligência artificial como parceiras de criação e produção.
Elas me ajudam a explorar ideias, desenvolver imagens, testar soluções e transformar conceitos em algo que possa chegar até você.
Mas cada história, personagem, escolha e direção criativa passa por mim.
A tecnologia ajuda a construir. A intenção continua sendo humana.
